Dispensa dedicatórias.

Que atire o primeiro sundown quem nunca viveu um amor de verão. Desses amores desapegados, coisa de alguns dias, talvez horas. Beijos salgados, abraços suados e uma tarde quente olhando o mar, com cerveja gelada no final e um banho frio refrescante que, quando bate na pele bronzeada, parece que o mundo para de girar. Quem nunca se apaixonou em clima tropical? É bom, tem gostinho de férias… Igual aos amores de inverno.

Que atire o primeiro edredom quem nunca viveu um amor de inverno. De ficar juntinho, de comer fondue, de beber um vinho à beira da lareira. Desses amores grudados, cheios de carinhos e abraços, dormir de conchinha e acordar com uma caneca quente já na mão. Um amor de pantufas, confortável e reconfortante, com filminho no final da tarde e calor humano para aumentar a temperatura… Se aumentar demais vira primavera.

Que atire o primeiro buquê quem nunca viveu um amor de primavera. Desses floridos, coloridos, cheios de romance. Passear no parque de mãos dadas, tomar um sorvete no final, andar de bicicleta e aproveitar o dia. De noite, um drink ao som de jazz e conversa fora… Você se apaixona pelo arco-íris que se transforma aquele momento. Se melhorar, estraga… Se melhorar, vira amor de outono.

E esse, meu amigo, eu te digo… Que atire o primeiro chopp de vinho quem nunca viveu um amor de outono. Mas já saiba que está perdendo (tanto pelo amor quanto pelo chopp). Amores de outono são folhas secas… Já nascem com data de validade, com prazo para acabar. Você pode estar se perguntando “Que tipo de amor já nasce assim?” E eu te respondo: o melhor deles. O outono é a estação que poucos comemoram quando chega, mas ninguém odeia também. É preferência mundial em ser meio termo. Se procurar “conforto” no dicionário, o outono é sinônimo. E os amores de outono nunca passam despercebidos. Porque muito embora eles tenham vindo para acabar, acabam durando as quatro estações do ano. Deste e do que vem. E talvez do outro… Quem sabe?

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