Quando sua melhor amiga te desafia a usar palavras bizarras em um texto e você resolve misturar o desafio ao tema preferido dela… Dá nisso.

Ô abre alas que o carnaval quer passar. As águas vão rolar mas tem suor à beça por aqui para lavar… A alma. Entrega ela também. Entrega tudo, se entrega, vira cacareco, até ter um piripaque e dormir. Mas só até amanhã. Fala sério, a festa do capiroto é sagrada pra quem é de sorrir, minha irmã.

“Que petulância! Fala assim do meu carnaval que te mando pro beleléu.”

E eu aposto meu chapéu que por lá também tem bloquinho. Ou você acha que por lá comem queijo e bebem vinho? Não tem essa não. A cada fevereiro, o Brasil todo cabe dentro do cordão. E aqui a bebida é 3 por 15 mesmo, se você pedir o latão. Só cuidado com revertério, porque o Céu na Terra sai cedo no sabadão. E quem se atrasa é mequetrefe, não sabe ser folião.

Esse mês tem muito mais pelo Rio do que só o mate e o limão. O que adoça o dia é o melzinho. Compra pra mim o metrão? Carnaval é suor, é amor, é cambalacho. Mas sai do meu lado, macho, que eu não te chamei aqui não. Vou te mandar pra conchinchina se começar a insistir. Alguém sabe onde tem banheiro? Rápido, preciso fazer xixi. E a PM tá na rua querendo encher o camburão. Faz parte também, né. A cidade não pode pagar pelos modos do cidadão.

Chega! Já tô no brilho, na alma e na pele. E como Aurora, vou ser sincera. Então me espera, por favor, que cinza nenhuma vai estragar minha quarta cheia de cor. Ressaca de Carnaval não existe, amor. Por aqui, sobra uma saudadezinha no além. E a missão de um banho daqueles para começar o ano bem. Em mim, ficam só as lembranças. Ah! E purpurina de sobra, né, até o ano que vem.

Anúncios