Já parou para pensar que todo sofrimento está ligado ao perder? Sempre o não ter, não saber ou não ser. É a morte de um parente, a morte de um amor, a morte do amor de um parente. O fim de uma fase da vida nos faz sofrer, o fim de um emprego e o não-nascimento de algo desejado. Porque quando não é o fim, é a ausência de um começo que nos deixa abalados, o que não deixa de ser um “não-acontecer”. E sob essa ótica aí, somos todos meninos mimados, que não aceitam estar fora desse jogo da verdade. Nascemos sozinhos, morremos sozinhos e passamos a vida inteira procurando artifícios para a felicidade, seja em alguém ou alguma coisa. Na dúvida, sofremos. Quando não conseguimos, sofremos. Quando perdemos, sofremos. E algumas vezes, quando temos, sofremos porque o outro não tem… Seja juízo, amor, vontade ou alguém. Mas… Deixar morrer também não faz mal. Precisamos pensar assim. Já diria um velho sábio dos profiles do Orkut: “Dor é inevitável, sofrimento é opcional.” Será? Eu mesma discordo, não me leve a mal. E você aí, achando que ia ser um grande ensinamento ler até o final. Esse texto não tem fim, ele não passa de uma constatação. Até porque, meu bem, seria muita pretensão se eu achasse que mudar isso depende só de mim, não?

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