trem

Quando não souber o que fazer, embarque no primeiro trem. Ou ônibus, sonho, avião… Viagem não faz mal a ninguém. Novas verdades, culturas, lugares. E gente também. Mas uma hora você cansa e só quer um café quente, sua cama e um cafuné. Perdido de novo, se pergunta: E agora, José?
Quando não souber o que fazer, acione a marcha ré. Não faz mal! Volte ao seu canto, recarregue as energias e encha de novo o coração. Não tem nada tão completo como a emoção de um abraço conhecido. Mas saudade pode ser coisa rápida. A gente mata em um ou dois chopps de domingo. E, como a vontade, ela também passa. Aí voltamos pra primeira etapa de estar meio perdido.
Quando não souber o que fazer, procure o que interessa. Bom mesmo é o que acalma a alma e acorda a mente. Um novo projeto, um novo par, um novo livro… Paixão latente! E tem coisas que nem adianta tentar explicar. Só sabe mesmo quem sente. Você concorda comigo? Não há nada melhor que se apaixonar.
E quando não souber o que fazer, deixe a paixão nascer. E viver, crescer, reproduzir. E deixe morrer também, porque ninguém é obrigado, nem é de ferro. Muito menos acorrentado. E, ah! Liberdade, meu bem. Quem não conhece não sabe o que está perdendo. Mas uma hora a gente enjoa também.
E quando não souber mais o que fazer? Simples… Embarque no primeiro trem.

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