Vamos fazer as contas de um dia desses qualquer. Um se doa por inteiro e o outro é só metade do que é. Um quer ser um terço, santo, eu passo. O outro só quer um quarto, uma noite aos pedaços. Eu quero menos cobrança e poder somar ao todo. Quero dia de criança e que a conta vá pro saco. Era pra ser leve e resistente, acabou ficando pesado. Quando põe na ponta do lápis, só um sai desapontado. E nem era pra ser assim, mas tenho razão no receio. Quero menos prestação de contas e mais divisão ao meio. Passa a régua, vai. Eu sei que nem tudo é por mal. Mas na hora da dolorosa, só queria que fosse igual. E essa conta que não bate, que deveria vir a mais? Deixa que eu subtraio tudo que ficou para trás. No fundo é só matemática, e o importante é acertar. Mas na calculadora da vida, eu quero mesmo é multiplicar.

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