Texto de 21/11/2012

Maria trabalha, Maria se esforça, Maria batalha. Todo dia, sem parar, sem rumo e sem hora. E lá está a senhora Maria a botar a mão na massa. E a mesma mão que amassa o pão é a mão que trança a palha. Maria trabalha, Maria se esforça, Maria batalha. Um emprego é pouco e o pouco que ganha mal dá para a façanha de dar aos quatro filhos que tem o prazer de comer bem um bom prato de lasanha. Picanha não sabem nem o que é. E além de mãe solteira, deu o azar de nascer na ralé. Mas Maria deu sorte. A cada porrada que ganhava da vida, se tornava mais forte. Educou os filhos a pé. Andava de norte a sul e os levava com ela. E se o patrão não quiser, mainha? Balela, menino. Trabalho não me falta. Quando a vontade está em alta, o emprego vem com ela. E em contrapartida a pobreza, Maria virou mulher nobre. E nobreza na educação vale mais do que qualquer beleza ou do que qualquer roupão de sair da banheira. Aliás, roupão? Maria só conhece toalha. Maria trabalha, Maria se esforça, Maria batalha…

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