Texto de 20/11/2012

O menino já nasceu predestinado. Nome: André. Sobrenome: Dummar. Desfocado na vida, só queria nadar, pescar, armar a rede e de noite desarmar. Tomou paixão pela água e não tinha medo de encarar de frente aquele mundo de mistérios. Não matava aula pra jogar, pra fumar, nem tampouco namorar. André tinha outra paixão. Um universo inteiro sem precisar de palavrão. Três letras que parecem não se encaixar. Não é sentimento incompleto, nem planeta faltando parte. André descobriu sozinho que água, areia e ar faziam arte, e juntos viravam o mar. Remava, pescava e se descobria. A cada dia que passava, Dummar só queria mais. Descobriu plantas, conchinhas e animais… e vidas. E no meio de tantas idas, resolveu não mais voltar. Não cansava de remar nas próprias ondas de André. E de tanto amar o mar, André Dummar virou maré.

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